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D. Filipe III

De: António de Oliveira

Sinopse

D. Filipe III de Portugal nasceu na cidade espanhola de Valhadolid em 8 de Abril de 1605. Ascendeu ao trono da monarquia, à qual Portugal se encontrava unido desde 1580, em 31 de Março de 1621.
Ao assumir a realeza, com dezassels anos menos uns dias, Filipe IV de Espanha, Ill de Portugal, recebeu uma pesada herança e um projecto político de relançamento de poderio da monarquia que acabará por esgotá-la ao longo de guerras intermináveis. Política sustentada, até aos inicios de 1643, pelo valido do rei, o conde-duque de Olivares. As rebellões de Catalunha e Portugal, entretanto sucedidas em busca de destinos próprios, ploraram a situação, apressando a morte do rei a notícia da vitória portuguesa em Montes Claros, em 17 de Julho de 1665.
Pessoa sensível, com gosto pelas artes e letras, não foi feliz quanto aos projectos políticos que o governo lhe foi apresentando. Respeitador das decisões dos conselhos e imbuído de uma fé religiosa que cristãmente o levava a aceitar como designios de Deus tanto as vitórias como as derrotas, «foi praia de resignação constante perante o embate das ondas». Embora tenha avaliado a referida vitória portuguesa como um sinal de que «Deus assim o quer», «cativando o pensamento», como se exprime em carta para a irmã Maria de Ágreda, não é verdade que não tenha feito todos os esforços, dentro da conjuntura em que se movia, para recuperar a parte mais importante da monarquia católica que seu avô havia dinasticamente unido. Uma revolução preparada em segredo por jovens militares, sob presumível adesão popular, havia tomado o poder em Lisboa, no Primeiro de Dezembro de 1640, entregando-o a quem o havia prometido. Os sinais múltiplos que anunciavam o divórcio da união política, incentivado pelas provocações de uma das partes, não haviam sido captados com sabedoria.
Progenitor de inúmeros filhos, acabou por fazer uma triste figura de rei, findando com ele uma dinastia que Carlos I, que foi também V imperador deste nome na Alemanha, havia inaugurado, Os mais inseguros não lhe perdoaram. Um sector historiográfico, no entanto, tem vindo a acentuar, sem favor, a dimensão humana e cultural de um rei cuja vida e de seus familiares se desenrola, seguindo uma via próxima da narrativa, ao longo das páginas deste volume de história, no quarto centenário do seu nascimento.

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