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Astrologia em Portugal – Dicionário Histórico-Filosófico

De: Manuel J. Gandra

Sinopse

Desde A até Z, o autor convida-nos a uma fascinante viagem pelo mundo da Astrologia, evidenciando o lugar preponderante que esta teve na nossa História, a sua importância para os Descobrimentos e a relação que ainda mantém com o pensamento português, sobretudo através de Fernando Pessoa.
Relevando o papel da Escola Portuguesa de Astrologia, este livro demonstra que Portugal esteve, durante décadas, na ponta do pensamento astrológico, “exportando” a sua produção neste campo do Hermetismo.
O que terão em comum Ibne Arabi, Moisés de Leão (redactor do Zohar), Marsilio Ficino, Francisco de Holanda, Gomes Freire de Andrade, Eliphas Levi, Helena Blavatsky, René Guénon, Rudolf Steiner, Fernando Pessoa, Ezra Pound, Raúl Leal, António Maria Lisboa? A seu modo, todos eles cultivaram uma postura espiritual, cujo impacto advém não de uma revelação original que, de facto, só pontualmente existe, apesar de, em muitos casos, formalmente enunciada, mas de uma comunhão de pressupostos aos quais, hoje, por extensão semântica, é moda chamar esotéricos. Ora, estes mais não constituem que a parte visível (exotérica) de um icebergue que mergulha profundamente num oceano, fonte e origem das diversas correntes e contracorrentes que banham os continentes da memória humana. O oceano em apreço dá pelo nome de Filosofia Hermética. Com efeito, Filosofia ou Tradição Hermética e Hermetismo são designações consagradas para um corpo de textos, o Corpus Hermeticum, expondo doutrinas (de teor por vezes divergente) oriundas do Egipto (Menfis, Sais, Hermopolis e Tebas) e consignadas em tratados gregos elaborados durante os séculos II a III, os quais os neoplatónicos por as suporem revela- das pelo deus Thoth, atribuíram a Hermes, Trismegisto ou três vezes grande, qualificativo que só surge com o hermetismo filosófico, fazendo a sua aparição cerca de 237 d. C., numa inscrição votiva encontrada perto de Akhmim. Trata-se, dirão alguns, de um sistema filosófico marginal, ingénuo e sem qualquer expressão significativa, designadamente em Portugal. Desiluda-se quem assim pensa. De facto, nem a alegada ortodoxia dos nacionais nem a vigilância intensa desenvolvida pelo Santo Oficio, lograram impedi-la de medrar. De resto, se a matéria fosse pacífica nunca teria havido necessidade de invectivá-la, por vezes com uma veemência a denotar, invariavelmente, um ponderado conhecimento do tema, quer por parte dos seus apologistas, quer dos mais estrénuos contraditores. E, já agora, como justificar a presença anormal da Filosofia Hermética (para mais representada por obras maioritariamente proibidas) na Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra, o único acervo bibliográfico monástico preservado in situ em Portugal?

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