Sinopse
Apesar de Portugal ser considerado, justamente, um país cuja história multissecular está, directa e indirectamente ligada ao mar, a verdade é que poucos artistas se ocuparam da temática marítima nas obras que nos legaram.
Entre as excepções, avulta um dos maiores marinhistas portugueses do Séc. XIX, João Pedroso Gomes da Silva (1825-1890).
João Pedroso Gomes da Silva, natural de Lisboa, foi discípulo do gravador Domingos José da Silva na Academia de Belas-Artes, na qual ingressou como professor de gravura de madeira em 1865. Ilustrador de várias obras, colaborou em publicações periódicas, entre as quais O Ramalhete», «O Archivo Pittoresco (1857-1868) e a Revista Contemporânea de Portugal e Brasil (1859-1865).
Conhecido como pintor de marinhas, Pedroso reconstitui nas suas minuciosas composições alguns episódios históricos relacionados com o estuário do rio Tejo, que constitui, de resto, a sua principal atração.
De 1862 a 1884, expôs nos salões da Sociedade Promotora de Belas-Artes, onde foi premiado com várias medalhas. Participou, ainda, nas Exposições Internacionais do Porto, em 1865, e de Madrid, em 1871. Nomeado académico de mérito da Academia Real de Belas-Artes, em 1869 publicou uma obra intitulada <A Gravura de Madeira em Portugal».
A presente edição com uma extensa reprodução da obra do artista – a maior até hoje levada a efeito – quer no âmbito da pintura quer de gravura, constitui um notável trabalho de pesquisa do seu autor, Paulo Santos, cujo trabalho não pode deixar de se considerar, para além de uma homenagem a Pedroso, uma referência sobre o tema no panorama da pintura dedicada ao mar e seus pintores. » Introdução de José António de Arez Romão (Membro da Academia de Marinha)